O STF não vai barrar o golpe porque ele é parte do golpe Frederico de Almeida* Mais do que uma mera narrativa com efeitos mobilizadores por parte de um governo acuado, a acusação de que o processo de impeachment de Dilma Rousseff constitui um golpe de Estado tem substância teórica e empírica. Utilizo aqui a definição trazida pelo meu colega Alavaro Bianchi em recente ensaio a respeito do tema, segundo o qual um golpe de Estado seria “uma mudança institucional promovida sob a direção de uma fração do aparelho de Estado que utiliza para tal de medidas e recursos excepcionais que não fazem parte das regras usuais do jogo político”. Segundo aquela definição, o sujeito do golpe é sempre um ator do próprio Estado, fração da burocracia ou o próprio governante; no caso do atual processo político, esse sujeito está representado pela coalização de atores e interesses representados pela oposição parlamentar liderada pelo PSDB, pela liderança da Câmara dos Deputa...
Postagens
Mostrando postagens de abril, 2016
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
CIRO GOMES EM EVENTO NA UNIVERSIDADE DE HARVARD "Num evento promovido pelos alunos das Universidades de Harvard e do MIT em Cambridge, Massachusetts, dia 23/04/2016, nos Estados Unidos, Ciro Gomes comparou o Golpe de Estado em curso no Brasil ao que derrubou o presidente Lugo, no Paraguai: usar os protocolos vigentes e massificar a denúncia de moralismo liderado por “um gangster”, Eduardo Cunha, processado no Supremo e a quem ele chamou de “ladrão”, na Câmara, quando deputado, a cinco metros de distancia". http://www.conversaafiada.com.br/politica/ciro-nos-eua-e-golpe
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Adolfo Perez Esquivel, Nobel da Paz, foi ao plenário do congresso nacional e disse aos senadores que deveriam preservar a democracia e evitar o golpe em curso! A fala do Nobel da Paz, causou um enorme alvoroço e os golpistas se sentiram ofendidos, dentre eles o representante da ala ruralista Ronaldo Caiado ficou indignado. https://www.youtube.com/watch?v=3b_gPYR5g4Q https://www.facebook.com/gleisi.hoffmann/videos/565826933594564/
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O assalto à República ABRIL 14, 2016 / 679 VIEWS Gerson Gomes* O Brasil é realmente um país surpreendente. Talvez pela nossa formação histórica, originariamente autoritária e excludente, a prática dos dois pesos e duas medidas, simbolizadas nas relações entre a Casa Grande e a Senzala, está fortemente enraizada na sociedade e na cultura das elites. Graves violações do estado de direito ou da moral pública são admitidas ou até mesmo exaltadas, desde que praticadas em concordância com seus interesses, suas preferências ideológicas ou suas simpatias político- partidárias. É a ética de resultados, cujo corolário é o cinismo como método de fazer política. A tentativa de derrubar a atual Presidente da República, que se iniciou no dia seguinte à sua vitória nas urnas, é uma ilustração clara desse padrão. Esse processo está sendo conduzido por um réu por corrupção e lavagem de dinheiro, membro de um partido cujo presidente, também denunciado em uma das tantas de...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
A Presidência da Republica está sendo ultrajada pelo Legislativo com anuência do Judiciário, a lavagem de mãos de alguns membros do STF se tornou uma gravidade institucional, como se manifestou em 1964! Foto fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10201493371494225&set=a.1136991803028.15372.1774377871&type=3&theater O áudio abaixo deve ser analisado e investigado pelas instituições investigativas como o MPF, PF e o proprio STF no que concerne a ser provocado para julgar o merito do crime de responsabilidade pela Presidência da Republica https://www.facebook.com/alfredo.leitao.7/videos/1197967963560842/
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O regime de força já respira entre nós Engenheiros sociais já falam em cortar 15% do Bolsa Família e milícias da Fiesp executam o policiamento ideológico da Avenida Paulista. A barbárie já respira entre nós. Da leitura atenta dos jornais, em ordem e com atenção inversa à pretendida pela edição, sente-se o sopro do regime de força a pulsar seu passo de ganso no metabolismo nacional. O assoalho da democracia range, enquanto a narrativa dominante tenta naturalizar judicialmente o que é, na verdade, uma ruptura do chão institucional. É possível ouvir a voz dos personagens icônicos da conspiração em marcha batida. Já se vive em uma sociedade em que a suprema corte da justiça age como um anexo dos que, sem voto, se avocam a prerrogativa de ‘corrigir o voto popular’, na expressão feliz do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica. Tome-se personagens do calibre de um Gilmar Mendes, ou de Celso de Mello –dois retificadores empenhados em desasnar as ur...