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Mostrando postagens de agosto, 2017
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AI DE VÓS, MESTRES DA LEI E FARISEUS HIPÓCRITAS!  Pedro Augusto Pinho* Mateus inicia seu evangelho (Mateus 23) com a frase que intitulo este artigo.Por que este clamor contra os que, em princípio, seriam os garantidores, os responsáveis pela justiça e harmonia entre as pessoas? Não é resposta fácil. Iniciemos pela constatação do jurista, historiador e pensador António Manuel Hespanha (O Caleidoscópio do Direito, Almedina, Coimbra, 2ª edição reelaborada, 2014): “O mundo está cheio – cada vez mais cheio – de senso comum, de imagens feitas, de ideias recebidas e repetidas acriticamente, de uma ditadura doce dos meios de comunicação social que, além de confundir simplicidade com simplificação, torna automaticamente aceites os pontos de vista mais problemáticos”. Vamos organizar nossas reflexões em dois grupos: um, poder e direito, outro, justiça e judiciário. O poder, por muitos séculos, foi considerado uma emoção humana, ao lado das religiões e do amor (Adolf Berle...
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(“A lei é para todos”, menos para os amigos da Globo) Por Pedro Breier Leiam, caras leitoras e queridos leitores, o inacreditável início da matéria do  Globo  sobre os “bastidores do lançamento do filme da Lava Jato”: Do outro lado do corredor do Park Shopping Barigui dava para sentir o perfume dos convidados da noite de pré-estreia do filme “Polícia Federal – A Lei é para Todos”, em Curitiba, nesta segunda-feira. Clientes observavam a movimentação atípica de cinegrafistas e fotógrafos, enquanto a elite do Judiciário Federal curitibano chegava à sessão do primeiro filme da Lava-Jato. Nesta noite, o longa ocuparia as oito salas do complexo, mas juízes, delegados e elenco do filme tomariam apenas uma delas, justamente a mais cobiçada, onde se sentariam mais tarde, na companhia das mulheres, os juízes de Curitiba, Sergio Moro, e do Rio, Marcelo Bretas, na primeira aparição pública traduzida em apoio mútuo, como dupla. – Se jogarem uma bomba na sala 5… imagine o ...
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Moro merece a presunção de inocência? Um dia, ele provará de seu próprio veneno.. O  Conversa Afiada  publica excelente análise do brilhante Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay sobre uma "reportagem" provavelmente leviana da  Fel-lha : uma  "ficha falsa"  do Moro. Porém, as considerações do Kakay merecem profunda reflexão: ou o que o Kakay diz, Dr Moro, não vem ao caso? É claro que temos que dar ao Moro e aos Procuradores a presunção de inocência, o que este juiz e estes procuradores não fariam, mas é interessante notar e anotar algumas questões: 1- O juiz diz que não se deve dar valor à palavra de um "acusado", opa, isto é rigorosamente o que ele faz ao longo de toda a operação! 2- O juiz confirma que sua esposa participou de um escritorio com o seu amigo Zucolotto, mas sem "comunhão de trabalho ou de honorários". Este fato seria certamente usado pelo juiz da 13 vara como forte indício suficiente para uma prisão contra u...
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Entrevista de Pedro Bial ao ministro Barroso do STF Imperdível entrevista do Ministro Barroso sobre  a corrupção, o impeachment da Presidenta Dilma e sobre a Legalização da Maconha (esta a partir do 29:12m).  
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OS NEOPENTECOSTAIS E A ALIENAÇÃO DAS MASSAS NO BRASIL . Igrejas neopentecostais floresceram na ditadura e no meio da estagnação econômica na década de 1980 Sergio Jones* Pensar sempre foi considerado, ao longo de nossa história, artigo de luxo e privilégio de poucos, quando se trata do povo brasileiro. Este comportamento tem suas raízes calcadas na cultura, a princípio dos colonizadores, na sequência da elite “nacional”. A palavra de ordem sempre foi voltada para estimular a alienação das massas, tendo como um dos seus maiores bastiões e aliados, o futebol e mais recentemente, a religião. Todas estas práticas permissivas, quando usadas com estes objetivos, têm contado com o apoio, e o incentivo da grande mídia, sendo que estes órgãos de comunicações se encontram concentrados nas mãos de apenas sete famílias. O mais curioso é que esta elite financeira não pensa no bem-estar da nação e de seu povo. Têm como motivação maior lucrar através da nefasta prática da ganância e des...
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“Podres de ricos investem no desastre social”, diz especialista em concentração de riqueza Publicado no Jornal  Extra Classe. Economista, professor e um dos mais respeitados pesquisadores sobre a concentração de riqueza no mundo, Antonio David Cattani está lançando um novo livro. Em  Ricos, podres de rico  (Tomo Editorial, 64 páginas), disseca de forma didática e acessível – “sem economês”, salienta – como o aumento da riqueza nas mãos de poucas empresas ou pessoas é um risco à democracia, além de uma ameaça ao próprio capitalismo. “A crise de 1929 foi provocada pelo mesmo fenômeno que estamos observando agora. Em um, dois anos, vamos ultrapassar aquele patamar de concentração. É a crônica de um desastre anunciado”, diz nesta entrevista ao  Extra Classe . Extra Classe – O senhor estuda a concentração de riqueza nas mãos de poucas pessoas há pelo menos dez anos. A que conclusões chegou nesse período? Antonio Davi Cattani  – Meu argumento é q...
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A Reconstrução do Estado Democrático de Direito Evento: A Reconstrução do Estado Democrático de Direito Participantes: Álvaro Luiz Travassos de Azevedo Gonzaga  Celso Antônio Bandeira de Mello  José Eduardo Martins Cardozo Pedro Estevam Serrano Weida Zancaner Programação: 18h30 - Lançamento do livro "Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula", com a presença de autores 19h00 - Palestra: A reconstrução do Estado Democrático de Direito Apoio: Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo (SASP) Coletivo Contestação  Realização: Instituto Joaquim Herrera Flores Local: Auditório 333 - Edifício Reitor Bandeira de Mello - PUC-SP  Rua Ministro de Godoi, nº 969 - Perdizes - SP
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               Os cotistas desagradecidos Por Tau Golin*, em   Sul 21 A incoerência é típica dos desagradecidos. É o auge da hipocrisia individualista, o que há de mais nojento no ser humano. A cena patética de cuspir no prato e enfumaçar a história. Depois que o Brasil começou recentemente a política de cotas, a algaravia da intolerância tomou conta do país. A cota, no geral, é um pequeno acelerador para retirar as pessoas da naturalização da miséria, um meio temporário de correção histórica da condição imutável da pobreza. Se a política de cotas é essencial em sociedades estratificadas, pode-se imaginar a sua necessidade neste Brasil amaldiçoado pela escravidão e etnicídio dos povos indígenas. Nos meios de comunicação observa-se o triunfo de uma enganosa ética do trabalho, o elogio do esforço individual, como se seus porta-vozes levantassem como fênix das cinzas das dificuldades para o voo da prosperidade. Gente emp...
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Leonardo Boff | A “democracia” dos sem-vergonha Ela se revelou, desta vez, com nobres exceções, como um covil de denunciados por crimes, de corruptos e de ladrões Leonardo Boff Brasil de Fato | SP , 04 de Agosto de 2017 às 14:55 É difícil ficar calado após ter assistido à funesta e desavergonhada sessão da Câmara dos Deputados que votou contra a admissibilidade de um processo pelo STF contra o Presidente Temer por crime de corrupção passiva. O que a sessão mostrou foi a real natureza de nossa democracia que se nega a si mesma. Se a medirmos pelos predicados mínimos de toda a democracia que é o respeito à soberania popular, a observância dos direitos fundamentais do cidadão, a busca de uma equidade mínima na sociedade e o incentivo à participação, o bem comum, além de uma ética pública reconhecível, então ela comparece como uma farsa e como uma negação de si mesma. Nem sequer é uma democracia de baixíssima intensidade. Ela se revelou, desta vez, com nobres ex...