Paulo Henrique Amorim entrevistou o procurador da República Eugênio Aragão, ministro da Justiça durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. Para Aragão, a Operação Lava Jato é, primeiramente, um instrumento de "marketing corporativo" para o Ministério Público. 





Através de métodos nem sempre consagrados pelo Direito Processual, mais um juiz ávido em ocupar espaços públicos, a Lava Jato acaba por fechar empresas e destruir milhares de empregos no Brasil em nome do combate à corrupção. Punição que não sofreram nem mesmo as empresas alemãs que colaboraram com o regime nazista.

Para o ex-ministro, o MP se tornou uma instituição por demais "musculosa", capaz de pressionar o Estado por mais concessões. Uma solução seria revisar o sistema de remunerações do serviço público que cria, em suas palavras, "Príncipes da República".


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