O PATHOS NO ATO DE JULGAR
O pedido de prisão de um senador da republica, seja ele de qualquer partido, da forma como sucedeu e, extraordinariamente ratificado pelo STF, revela o quanto o MPF e a mais alta corte encontram-se tomados pelo pathos (ideológico partidário?) em detrimento do logikós e empoderados a ponto de vilipendiar as garantias constitucionais que visam evitar abusos ou arbitrariedades por parte da autoridade policial e judicial não somente para o caso do senador, mas para a maioria dos presos na Operação Lava-jato, como assim o foi no caso do nominado mensalão do PT. Alguns especialistas no direito constitucional não aceitam com bons olhos a decisão do STF, que abre mais um precedente irresponsável, antes o uso de uma teoria questionável, para a usurpação das prerrogativas e autonomia dos poderes, inda mais quando se baseia numa gravação ilegal para autorizar tal prisão. Estranhamente alguns ministros do STF ao votar favorável a prisão, medida cautelar que não se justifica diante das irregularidades factuais, resolvem usar frases de efeito e de cunho ideológico partidário, ao se referir indiretamente a ascensão do PT ao poder executivo, que ocorreu através de eleição amparada pelo voto da maioria da população, mas que de forma deselegante para o cargo que ocupa na sociedade, para imputar a tão somente a uma legenda e aos seus membros os males que ora são denunciados e investigados sem que haja uma reflexão critica das circunstancias atuais excluindo abordagem histórica da nossa história social e politica!

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