Estado de Sitio
Realizador/Diretor : Costa Gavras


A arte do cinema retratou de modo peculiar fatos históricos, momentos críticos da politica no mundo, America Latina, a partir dos anos sessenta, apos a exitosa revolução cubana, sofreu intervenções dos EUA, foram decisões que mudaram a realidade de milhões de pessoas que esperavam e reivindicavam condições melhores de vida. Imagens do cinema são documentos históricos que revelam o lado obscuro de personalidades que fazem o inimaginável, são criminosos, bandidos literalmente, que defendem interesses de uma minoria em detrimento da grande massa explorada. 

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O embate político entre pessoas que se organizaram contra a ditadura que foi implantada na America Latina ainda suscita da arte em geral sua atenção para trazer novos olhares sobre o tema. A vocação da arte se fundamenta na representação estética, na narrativa iconográfica em sua essência filosófica  da politica e da existência humana, Desde o período áureo da Grécia e Roma, antigas civilizações nos legaram sua cultura e sua violência, principalmente os romanos, mas que não difere de outros grupos e povos étnicos que ocuparam a velha Europa. 
O legado violento foi incrementado pelos EUA, como império moderno/contemporâneo que invade por meio da diplomacia corrupta, porem, atualmente foi incorporado ao esquema, de forma mais atuante, o poder judiciário, já que golpes serão legitimados via ilegitimidade da narrativa das denuncias de crimes que não requer materialidade, fica no campo subjetivo da interpretação do julgador e acusador tendencioso. 

Neste aspecto, Estado de Sitio, provoca uma entrância nas veias do sistema repressivo e a revela cada função das pessoas que ocupavam e ocupam cargos estratégicos, que defendem sem a menor parcimônia, os interesses de uma elite bandida que ainda usa os mesmo métodos torpes para se perpetuar no controle do poder econômico e politico.
A resistência dos movimento revolucionários, via sequestro de algumas pessoas importantes do cenário politico e diplomático, evidencia o nível de organização de ambos os lados em que as decisões desencadeiam, em sequencia, situações que não se sabe como e quando findará. O enredo, e toda os elementos da linguagem trabalhada por diálogos, evocam a narrativa imagética, desde as cenas externas com as prisões e de execução de pessoas, em cenas internas e de lugares como o parlamento e nomes que se expunham em defender os direitos políticos e civis, e por outro lado, a participação da mídia ao transmitir a informação para o publico, em sua maioria alienado sobre que acontecia, através da visão de um personagem jornalista, testemunha ocular da história. Os protagonistas serão então os que terão os registros nos documentos públicos, e é natural que um tenha que se explicar ao escrever sua própria história de vida,  e refletir sobre as consequências das atrocidades que cometeu em nome de uma ideologia ou o que fez ou deixou de fazer para impedir que a injustiça imperasse. 

Manoelito  Carneiro das Neves -Licenciado em Desenho e Plastica - UFBA e Estudos Artísticos - UC. Coimbra.


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